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Política de Troca de Tráfego IP para a Interconexão dos EUA

Como resultado do desenvolvimento da Internet, a Level 3 continua a avaliar sua Política de troca de tráfego IP para assegurar-se de que ela reflita corretamente o mercado existente e a dinâmica da rede. A Level 3 entende que os acordos sobre troca de tráfego, que agora adotam muitas formas, deveriam refletir um princípio fundamental da Internet, quando ela foi fundada: i.e., que os acordos sobre troca de tráfego entre entidades de rede deveriam ser justos e equitativos. Para atingir esse equilíbrio justo e equitativo é preciso fazer uma revisão periódica de nossa Política de troca de tráfego IP, especialmente, levando em conta as rápidas mudanças na Internet e nas redes que a suportam. Como resultado, a Level 3 espera que esta política evolua com o tempo e reserva-se o direito de modificá-la a qualquer tempo, à sua discrição.

Tipos de Troca de Tráfego
Atualmente, a Level oferece diversos tipos de troca de tráfego a sua rede global de Internet. O tipo mais predominante de troca de tráfego é o “tráfego IP de alta velocidade”, que é um serviço oferecido pela Level 3 que costumeiramente possibilita o acesso a todas as rotas globais na Internet. Qualquer entidade que queira ter acesso a todas as rotas globais na Internet acessíveis através da rede da Level 3 pode comprar serviços de tráfego IP de alta velocidade da Level 3.

Outros tipos de acordos sobre troca de tráfego fornecem acesso mútuo a um subconjunto de rotas e podem ou não envolver pagamento entre ambas as partes. Com frequência, a Level 3 negocia uma ampla variedade de acordos de troca de tráfego, alguns dos quais combinam elementos do serviço tradicional de tráfego IP de alta velocidade com elementos tipicamente associados aos acordos de “peering” gratuito. Como qualquer acordo negociado comercialmente, a Level 3 entende que esses acordos são adequados quando a relação beneficia ambas as partes. Os acordos de peering gratuito permitem que as partes tenham acesso ao subconjunto de rotas acessíveis através da rede da Level 3 para trocar tráfego com clientes que pagam à Level 3 pela troca desse tráfego na Internet, seja através de nossos serviços de fornecimento de conteúdo, de tráfego IP de alta velocidade, de acesso direto à Internet e outros serviços de conectividade IP. Todo arranjo de peering gratuito é registrado por meio de um acordo por escrito entre as partes, incluindo suficientes detalhes e procedimentos de solução de controvérsias que possam assegurar a troca contínua de tráfego na Internet de forma escalável, resiliente e segura.

Princípios gerais dos arranjos de peering gratuito
Existem alguns princípios gerais que servem como fundamento para os requisitos específicos de arranjos de peering gratuito estabelecidos nesta Política:

1. O peso dos custos do backbone associado à troca de tráfego por um arranjo de peering gratuito deveria ser compartilhado equitativamente. Independentemente da direção ou do tipo de tráfego trocado entre redes, as práticas de roteamento e o local dos pontos de interconexão devem ser tais que cada parte financia uma parte praticamente igual dos custos do backbone.

O principal objetivo de um acordo de peering é permitir que cada parte forneça um serviço de alta qualidade a seus clientes.

A arquitetura da interconexão e as práticas de troca de tráfego devem assegurar que a troca de tráfego seja resiliente, escalável e segura.

Qualquer rescisão ou alteração de um acordo de peering terá de ser gerenciada por ambas as partes de forma tal que minimize os impactos adversos nos clientes de cada parte e em toda a operação geral da Internet.

Requisitos gerais

Uma parte poderá ser considerada candidata para um acordo gratuito de peering com a Level 3 nos Estados Unidos se cumprir os seguintes requisitos:

a. Deve operar uma rede IP entre os pontos de interconexão e usar um Border Gateway Protocol (BGP: Protocolo de Roteamento de Borda) para administrar a troca de tráfego nesses pontos de interconexão para todo o tráfego da Internet, independentemente da fonte, destino ou tecnologia usada para fornecer tráfego (incluindo o tráfego de Internet IPv4 e IPv6);

b. Deve contar com um nodo de backbone de rede no mínimo em seis das nove divisões do U.S. Census Bureau nos Estados Unidos (Nova Inglaterra, Médio Atlântico, Atlântico Sul, Centro Sudeste, Centro Nordeste, Centro Noroeste, Centro Sudoeste, Montanha, Pacífico);

c. Deve interconectar diversos pontos geográficos a serem acordados mutuamente em no mínimo cinco das nove divisões do U.S. Census Bureau acima listadas. Os pontos de interconexão dos Estados Unidos devem incluir no mínimo uma cidade na costa leste, uma na região central e uma na costa oeste;

d. Deve ter um NOC gerenciado de forma profissional e contínua, deve resolver ou remediar de alguma forma qualquer problema num período de tempo razoável, deve acordar cooperar ativamente para resolver incidentes de segurança, ataques de negação de serviço, e outros problemas operacionais;

e. Deve usar o mesmo peering AS em cada ponto de interconexão dos Estados Unidos e deve anunciar um conjunto sistemático de rotas em cada ponto, com exceção de que tenha sido acordado de outra forma por ambas as partes; 
f. Deve anunciar unicamente rotas para troca de tráfego paga com seus clientes (e a Level 3 e a Global Crossing vão anunciar unicamente rotas para troca de tráfego paga com seus clientes);

g. Deve filtrar anúncios de rotas de seus clientes por prefixo;

h. Deve acordar em não abusar da relação de peering envolvendo-se em atividades como, mas não limitado às seguintes: Assinalar à outra uma rota padrão ou encaminhar tráfego a destinos não anunciados explicitamente, reiniciar o next-hop, vender ou entregar o next-hop a outros;

i. Deve ter um backbone totalmente redundante no qual a maioria de seus links de tronco interhub deve ter uma capacidade de, no mínimo, 9953 Mbps (OC-192);

j. Deve fornecer serviços pagos de tráfego na Internet para, no mínimo, 500 redes de tráfego exclusivas, usando BGP numa base global;

k. Deve ter suficientes ferramentas de inteligência de rede para medir com precisão ou uma aproximação da distância (em “bit milhas” conforme definido abaixo) usada em sua rede para todo o tráfego trocado nos pontos de interconexão peering, e deve ter capacidades de gerenciamento de rede que permitam o equilíbrio de bit milhas através das redes;

l. Se a parte solicitante opera principalmente em mercados não estadunidenses, essa parte deve acordar oferecer um acordo recíproco de peering gratuito à Level 3 nesses mercados.

O cumprimento dos requisitos gerais não garante o estabelecimento de uma relação de peering com a Level 3. A Level 3 avaliará uma série de fatores comerciais e reserva-se o direito de não estabelecer um acordo de peering com um candidato que possa corresponder às exigências, e, além do mais, reserva-se o direito de renunciar a quaisquer dos requisitos acima estabelecidos. Todo arranjo de peering gratuito será registrado por meio da execução de um contrato, cujos termos e condições ficarão sujeitos a negociação.

Acordo de peering gratuito
Se a Level 3 resolver realizar um acordo de peering gratuito com uma parte que o solicitou, as partes terão de negociar os termos de um acordo de peering gratuito. Esses termos precisarão que as partes assegurem que, a todo momento, durante o prazo do acordo, as “bit milhas” para o tráfego de Internet trocado através dos pontos de interconexão e encaminhadas por uma parte não serão materialmente maiores que as bit milhas transferidas através do ponto de interconexão pela outra parte. As “Bit milhas” são o produto de (a) o número de milhas aéreas que a rede de Internet de uma parte transfere tráfego de internet da fonte ou destinação para o ponto de interconexão onde esse tráfego é repassado para a outra parte (exprimido como média de concentração de tráfego, e incluindo milhas internacionais), e (b) o número de gigabits transferidos pela parte no tráfego de Internet aplicável. Por exemplo, se a rede de uma parte transferiu 10 gigabits de conteúdo em 1.500 milhas aéreas durante um dia, a bit milhas da parte para esse dia seriam 15.000 gigabit milhas. O acordo de peering gratuito incluirá cláusulas exigindo que uma parte solucione discrepâncias materiais na milhagem de bits usando mudanças no roteamento, mudanças nos locais de interconexão, ou compra de serviços da outra parte ou de terceiras partes.

Para permitir que a outra parte atinja uma quantidade equivalente de milhagem de bits, ambas as partes terão de permitir à outra parte mudar a localização dos pontos de interconexão de forma que lhe permita remediar discrepâncias materiais na milhagem de bits (como colocar os pontos de interconexão mais perto dos locais de origem/destinação na rede da outra parte, contanto que esses portos sejam usados nos níveis adequados). Os locais de interconexão serão acordados em conjunto para que o espaço e a energia usados por cada parte sejam mais ou menos equivalentes, para que nenhuma das partes cobre da outra pelo espaço e a energia para os locais de interconexão em suas instalações. Além disso, os locais de interconexão devem ser locais em rede para ambas as partes ou, se não estiverem em rede para uma parte, então, que estejam (a) abertos e acessíveis para serem colocados em rede por essa parte (i.e., a entidade que controla o acesso ao local vai permitir o acesso da outra parte ao local por meio de fibra ou de outro meio de conectividade, sem lhe impor encargos para acessar a instalação), ou sejam (b) servidos em rede por, no mínimo, três fornecedores competitivos de serviços de comunicação.

O acordo incluirá cláusulas exigindo capacidade conjunta e revisões preventivas regulares. O acordo vai exigir que cada ponto de interconexão de 10 Gbps (implementado inicialmente, realocado para corrigir discrepâncias de milhagem de bits ou aumentado com base no aumento do volume) deverá ter um uso mínimo acordado. O acordo incluirá, ainda, cláusulas obrigando ambas as partes a aumentar a capacidade dos pontos de interconexão nos momentos oportunos, quando e na medida em que o tráfego atinja limites especificados. Outros termos padrão serão incluídos no acordo de peering gratuito negociado entre as partes.